As vezes eu vejo a vida como se ela fosse um jogo.
É como se eu fosse Deus e tivesse pregado uma peça em mim mesma.
Talvez eu estivesse cansada de estar no infinito, de ser onipotente, oniciente e onipresente.
Eu consigo me imaginar querendo brincar de ser mortal, só para variar um pouco.
Queria imaginar a sensação de saber que tudo acabaria.
Foi aí que apaguei minha memória, inventei um mundo ficticío.
Me coloquei aqui, fiz as coisas parecerem coerentes.
Mas eu sabia que eu cansaria dessa brincadeira também
Inventei personagens que apareceriam pra mim quando eu estivesse cansada.
Essas pessoas me entregariam pistas, peças de um quebra cabeça.
Nada seria fácil, pois gosto de desafios.
Essas pistas seriam entregues na forma de músicas e filmes
Eu quase acredito em destino
Eu quase acredito que nada é em vão
Que existe sim um motivo para que eu esteja aqui
Talvez eu encontre as respostas
Não consigo me imaginar nessa busca por mais 50 anos
Nem 25, na verdade, imaginar o dia de amanhã já é impossível
Eu fico aqui, esperando conhecer alguém que saiba de tudo
Que me ensine quem eu devo ser e o que fazer
Mas essa pessoa nunca vem
E é essa a minha decepção quando acho que a encontrei
E mais uma vez era só uma ilusão
Quando eu vejo que a pessoa que podia ser a certa
É só mais uma pessoa. Dessas comuns, egoístas.
Essas que querem se aproveitar de você.
Que não querem saber quem você é e o que você pode acrescentar
Elas não querem saber o que você sente e o que você sabe
Elas querem apenas um contato superficial
Algo que infle o ego delas
Para que elas se sintam normais
Encaixadas
Fazendo o que deveriam estar fazendo
Passando pelo mundo e pela vida
Fazendo o que se espera que elas façam
Trabalhar e se reproduzir
Sem pensar, sem sentir, sem questionar
Marionetes, máquinas
Pessoas vazias
Mundo sem sentido
Que eu criei
quinta-feira, 2 de julho de 2015
sábado, 6 de junho de 2015
Eu queria morrer
Eu queria me matar
Sinto a forca a me apertar
Uma vida em vão
Um fim a solidão
Eu queria sumir
Deixar de existir
Simplesmente morrer
Desaparecer
Sinto que não é possível...
Minha morte é incabível!
A hora de meu fim
Decidir não cabe a mim
Minhas decisões são controladas
Friamente calculadas
Por alguém
Ainda não sei quem
Será um autor,
O nosso Criador?
Sádico e cruel
Rabiscando no papel
Tolos personagens
Desprovidos de vantagens
Quando terminará essa história
Da qual sou a escória?
Nesse mundo insano
Desumano
Nessa vida sem sentido
Tudo é dolorido
Presa num hospício
Sem nenhum suplicio
Esperando a morte
Sem nenhuma sorte
Vivendo nessa tortura
Que me levou a loucura
Infinitas questões
Destruidoras de razões
Está dormente
Minha mente
Dilacerada a minha alma
Não tenho calma
Não tenho paz
Tudo é fugaz
Me perco em devaneios
Tenho mil receios
De tão atroz
Foi embora meu algoz
Me deixando viva
Sem nenhuma alternativa
Onde tudo é escuro
Meu pesadelo é meu futuro
Caindo num abismo
Repleto de pessimismo
Continuar é insensatez
Tremenda estupidez
Presa nessa bolha
Suicídio não é uma escolha
De viver estou cansada
Mas à vida estou fadada
Sonho com o sono eterno,
O fim no meu inferno
Sinto a forca a me apertar
Uma vida em vão
Um fim a solidão
Eu queria sumir
Deixar de existir
Simplesmente morrer
Desaparecer
Sinto que não é possível...
Minha morte é incabível!
A hora de meu fim
Decidir não cabe a mim
Minhas decisões são controladas
Friamente calculadas
Por alguém
Ainda não sei quem
Será um autor,
O nosso Criador?
Sádico e cruel
Rabiscando no papel
Tolos personagens
Desprovidos de vantagens
Quando terminará essa história
Da qual sou a escória?
Nesse mundo insano
Desumano
Nessa vida sem sentido
Tudo é dolorido
Presa num hospício
Sem nenhum suplicio
Esperando a morte
Sem nenhuma sorte
Vivendo nessa tortura
Que me levou a loucura
Infinitas questões
Destruidoras de razões
Está dormente
Minha mente
Dilacerada a minha alma
Não tenho calma
Não tenho paz
Tudo é fugaz
Me perco em devaneios
Tenho mil receios
De tão atroz
Foi embora meu algoz
Me deixando viva
Sem nenhuma alternativa
Onde tudo é escuro
Meu pesadelo é meu futuro
Caindo num abismo
Repleto de pessimismo
Continuar é insensatez
Tremenda estupidez
Presa nessa bolha
Suicídio não é uma escolha
De viver estou cansada
Mas à vida estou fadada
Sonho com o sono eterno,
O fim no meu inferno
Eu voltei
Faz quase um ano desde que escrevi aqui pela última vez...e bem... a verdade é que nada mudou.
Eu continuo vivendo nesse limbo de duvidas e indecisões. Sem rumo... perdida...é como se em algum momento há cerca de dois anos atrás eu tivesse quebrado. Como se as paredes coloridas do corredor reto que eu seguia rumo a luz tivessem caído e então eu pudesse ver que não existia um caminho e que a luz era inalcançável, independentemente da direção que eu seguisse.
Alguns dias a vontade de morrer, de sumir, de ser abduzida por um portal para outro universo ou por um disco voador é maior do que tudo. Eu não consigo encontrar um motivo para continuar viva. Eu tenho preguiça de tudo e de todos. Mas alguma coisa dentro de mim me segura aqui. Talvez eu saiba de alguma forma que a vida seja apenas isso, uma sucessão de dias bons e ruins sem sentido. Não é que os dias bons compense os ruins. Não é que valha a pena. Não é que um dia a dor cessará. Não é como se eu pudesse mudar o mundo e a humanidade. É só uma questão de suportar, de sobreviver. Alimentar a dúvida, continuar até o dia em que tudo seja insuportável e então eu desista.
Alguns dias a vontade de morrer, de sumir, de ser abduzida por um portal para outro universo ou por um disco voador é maior do que tudo. Eu não consigo encontrar um motivo para continuar viva. Eu tenho preguiça de tudo e de todos. Mas alguma coisa dentro de mim me segura aqui. Talvez eu saiba de alguma forma que a vida seja apenas isso, uma sucessão de dias bons e ruins sem sentido. Não é que os dias bons compense os ruins. Não é que valha a pena. Não é que um dia a dor cessará. Não é como se eu pudesse mudar o mundo e a humanidade. É só uma questão de suportar, de sobreviver. Alimentar a dúvida, continuar até o dia em que tudo seja insuportável e então eu desista.
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