quinta-feira, 2 de julho de 2015

A culpa é minha

As vezes eu vejo a vida como se ela fosse um jogo.
É como se eu fosse Deus e tivesse pregado uma peça em mim mesma.
Talvez eu estivesse cansada de estar no infinito, de ser onipotente, oniciente e onipresente.
Eu consigo me imaginar querendo brincar de ser mortal, só para variar um pouco.
Queria imaginar a sensação de saber que tudo acabaria.
Foi aí que apaguei minha memória, inventei um mundo ficticío.
Me coloquei aqui, fiz as coisas parecerem coerentes.
Mas eu sabia que eu cansaria dessa brincadeira também
Inventei personagens que apareceriam pra mim quando eu estivesse cansada.
Essas pessoas me entregariam pistas, peças de um quebra cabeça.
Nada seria fácil, pois gosto de desafios.
Essas pistas seriam entregues na forma de músicas e filmes
Eu quase acredito em destino
Eu quase acredito que nada é em vão
Que existe sim um motivo para que eu esteja aqui
Talvez eu encontre as respostas
Não consigo me imaginar nessa busca por mais 50 anos
Nem 25, na verdade, imaginar o dia de amanhã já é impossível
Eu fico aqui, esperando conhecer alguém que saiba de tudo
Que me ensine quem eu devo ser e o que fazer
Mas essa pessoa nunca vem
E é essa a minha decepção quando acho que a encontrei
E mais uma vez era só uma ilusão
Quando eu vejo que a pessoa que podia ser a certa
É só mais uma pessoa. Dessas comuns, egoístas.
Essas que querem se aproveitar de você.
Que não querem saber quem você é e o que você pode acrescentar
Elas não querem saber o que você sente e o que você sabe
Elas querem apenas um contato superficial
Algo que infle o ego delas
Para que elas se sintam normais
Encaixadas
Fazendo o que deveriam estar fazendo
Passando pelo mundo e pela vida
Fazendo o que se espera que elas façam
Trabalhar e se reproduzir
Sem pensar, sem sentir, sem questionar
Marionetes, máquinas
Pessoas vazias
Mundo sem sentido
Que eu criei