sábado, 6 de junho de 2015

Eu queria morrer

Eu queria me matar
Sinto a forca a me apertar
Uma vida em vão
Um fim a solidão
Eu queria sumir
Deixar de existir
Simplesmente morrer
Desaparecer
Sinto que não é possível...
Minha morte é incabível!
A hora de meu fim
Decidir não cabe a mim
Minhas decisões são controladas
Friamente calculadas
Por alguém
Ainda não sei quem
Será um autor,
O nosso Criador?
Sádico e cruel
Rabiscando no papel
Tolos personagens
Desprovidos de vantagens
Quando terminará essa história
Da qual sou a escória?
Nesse mundo insano
Desumano
Nessa vida sem sentido
Tudo é dolorido
Presa num hospício
Sem nenhum suplicio
Esperando a morte
Sem nenhuma sorte
Vivendo nessa tortura
Que me levou  a loucura
Infinitas questões
Destruidoras de razões
Está dormente
Minha mente
Dilacerada  a minha alma
Não tenho calma
Não tenho paz
Tudo é fugaz
Me perco em devaneios
Tenho mil receios
De tão atroz
Foi embora meu algoz
Me deixando viva
Sem nenhuma alternativa
Onde tudo é escuro
Meu pesadelo é meu futuro
Caindo num abismo
Repleto de pessimismo
Continuar é insensatez
Tremenda estupidez
Presa nessa bolha
Suicídio não é uma escolha
De viver estou cansada
Mas à vida estou fadada
Sonho com o sono eterno,
O fim no meu inferno

Eu voltei


Faz quase um ano desde que escrevi aqui pela última vez...e bem... a verdade é que nada mudou.
Eu continuo vivendo nesse limbo de duvidas e indecisões. Sem rumo... perdida...é como se em algum momento há cerca de dois anos atrás eu tivesse quebrado. Como se as paredes coloridas do corredor reto que eu seguia rumo a luz tivessem caído e então eu pudesse ver que não existia um caminho e que a luz era inalcançável, independentemente da direção que eu seguisse.
 

Alguns dias a vontade de morrer, de sumir, de ser abduzida por um portal para outro universo ou por um disco voador é maior do que tudo. Eu não consigo encontrar um motivo para continuar viva. Eu tenho preguiça de tudo e de todos. Mas alguma coisa dentro de mim me segura aqui. Talvez eu saiba de alguma forma que a vida seja apenas isso, uma sucessão de dias bons e ruins sem sentido. Não é que os dias bons compense os ruins. Não é que valha a pena. Não é que um dia a dor cessará. Não é como se eu pudesse mudar o mundo e a humanidade. É só uma questão de suportar, de sobreviver. Alimentar a dúvida, continuar até o dia em que tudo seja insuportável e então eu desista.