Sinto a forca a me apertar
Uma vida em vão
Um fim a solidão
Eu queria sumir
Deixar de existir
Simplesmente morrer
Desaparecer
Sinto que não é possível...
Minha morte é incabível!
A hora de meu fim
Decidir não cabe a mim
Minhas decisões são controladas
Friamente calculadas
Por alguém
Ainda não sei quem
Será um autor,
O nosso Criador?
Sádico e cruel
Rabiscando no papel
Tolos personagens
Desprovidos de vantagens
Quando terminará essa história
Da qual sou a escória?
Nesse mundo insano
Desumano
Nessa vida sem sentido
Tudo é dolorido
Presa num hospício
Sem nenhum suplicio
Esperando a morte
Sem nenhuma sorte
Vivendo nessa tortura
Que me levou a loucura
Infinitas questões
Destruidoras de razões
Está dormente
Minha mente
Dilacerada a minha alma
Não tenho calma
Não tenho paz
Tudo é fugaz
Me perco em devaneios
Tenho mil receios
De tão atroz
Foi embora meu algoz
Me deixando viva
Sem nenhuma alternativa
Onde tudo é escuro
Meu pesadelo é meu futuro
Caindo num abismo
Repleto de pessimismo
Continuar é insensatez
Tremenda estupidez
Presa nessa bolha
Suicídio não é uma escolha
De viver estou cansada
Mas à vida estou fadada
Sonho com o sono eterno,
O fim no meu inferno