Não arrumou a cama pois iria desarrumá-la a noite
Não confiou, pois sabia que se decepcionaria
Não amou, pois sabia que acabaria
Não escreveu, pois sabia que ninguém leria
Não viu o filme, pois sabia o final
Não comeu, pois sabia que sentiria fome novamente
Não acordou, pois sabia que tornaria a dormir
Não viveu, pois sabia que morreria
Sabendo que desarrumaria a cama a noite, a arrumou só pra ter o prazer de desalinhar os lençóis
Sabendo que se decepcionaria, confiou. Pois preferia um coração quebrado a não ter nenhum.
Sabendo que o amor acabaria, amou com toda a intensidade, esgotando o sentimento até a última gota
Sabendo que ninguém leria, escreveu para si mesma, pois quando lia seus próprios sentimentos, os compreendia com clareza.
Sabendo o final do filme, assistiu, pois importa mais o desenrolar da história do que o seu fim.
Sabendo que sentiria fome novamente, comeu e preparou comidas gostosas para mais tarde.
Sabendo que tornaria a dormir, acordou e esgotou todas as suas energias, para que na manhã seguinte estivesse disposta novamente.
Sabendo que morreria, viveu cada segundo como se fosse o último.
Não tomou o vinho, porque da embriaguez se recuperaria
ResponderExcluirMas sabia de um elixir: amar-te louca e platonicamente,
Porque desta ressaca, num único e violento gole, ele agonizaria
Para - mesmo que em falsas memórias - viva Eternamente!